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31% dos brasileiros desconhecem o assunto

Segundo a pesquisa “Percepções sobre Saneamento Básico”, promovida pelo Instituto Trata Brasil e Ibope, 31% das 1.008 pessoas entrevistadas de 79 municípios brasileiros não sabem o que é Saneamento Básico. Apesar dos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) indicarem que apenas metade da população tem acesso a esgoto, 77% das pessoas acredita que estão ligadas à rede pública. Essa percepção é maior nas cidades do Sul (87%) e do Sudeste (84%). A pesquisa mostra que 1 em cada 5 domicílios consultados declara que não está ligado à rede pública. Os maiores índices estão nas cidades do Nordeste (56%) e de médio porte (68%). Em relação à escolaridade dos entrevistados que não têm acesso à rede de esgoto, 23% estudaram somente até o Ensino Fundamental, 17% possuem o Ensino Médio e apenas 10% cursaram o Ensino Superior. Cerca de 28% não conhecem o destino do esgoto de sua cidade, enquanto 22% acreditam que os resíduos vão para Estação de Tratamento; 32% acham que o esgoto vai direto para os rios. Quanto ao tratamento, 17% das pessoas acham que todo o esgoto coletado recebe tratamento, 50% avaliam que apenas parte dos resíduos é tratada e para 16% não há tratamento algum. Para Hélio Gastaldi, diretor de Planejamento e Atendimento do Ibope Atendimento, as pessoas entendem o significado geral do termo “esgoto” e percebem a existência de uma rede na qual são despejados os resíduos dos domicílios, apesar de não terem familiaridade com a expressão “coleta”. Com relação ao tratamento, a questão é mais delicada, uma vez que os entrevistados demonstraram grande dificuldade para entender os percursos e o destino do esgoto a partir do momento em que este sai de suas casas. No quesito satisfação com os serviços, 26% estão insatisfeitos com os serviços de coleta e de tratamento de esgoto, enquanto 50% se encontram satisfeitos. O esgoto ficou em 7º lugar no ranking de áreas mais problemáticas, apontado por 10% dos entrevistados. A primeira colocação ficou com saúde (49%), seguido de segurança (46%), drogas (40%), educação (28%), emprego (27%), calçamento e pavimentação (11%) e limpeza pública (11%). “Uma vez que o saneamento pode ser apontado de acordo como é percebido em cada uma das suas vertentes, à primeira vista pode parecer que o tema não tem tanta importância, comparado às demais áreas. Porém, se somarmos as menções a esgoto (10%), limpeza pública (11%), coleta de lixo (4%) e abastecimento de água (9%), chegamos ao mesmo patamar dos problemas mais citados”, comenta Gastaldi. Entre os que apontaram o esgoto como a área de maior problema se destacam os que não estão ligados à rede (22%), os moradores de favelas (17%), cidades de médio porte (16%), periferias (15%) e cidades nordestinas (14%). Para Hélio Gastaldi, a maioria praticamente absoluta da população (84%) vincula a presença de esgoto com melhora da sua qualidade de vida, assim como a de sua família. “Metade dos entrevistados (50%) afirma evitar doenças e problemas de saúde, respostas às quais poderiam ser agregadas referências à possibilidade de evitar a presença de insetos (13%) e ratos (12%), com implicações óbvias em relação à saúde. As outras respostas mais expressivas dizem que a canalização dos esgotos impede a proliferação de sujeiras em geral (23%), assim como o mau cheiro (17%)”. A pesquisa identificou que 68% sabem que a administração municipal responde pelos serviços de saneamento básico. A avaliação dos serviços de coleta e tratamento de esgoto mostra que a atuação da Prefeitura está aquém da expectativa da população, com notas inferiores às dos demais serviços prestados: coleta de lixo (8,0), tratamento de água (7,6), coleta de esgoto (6,4) e tratamento de esgoto (5,9). Apesar de 61% das pessoas afirmarem que a administração municipal se esforça, porém não o bastante, para que os serviços de coleta e tratamento sejam universais, 24% dos pesquisados consideram que ela não faz nada para que a cidade tenha um atendimento pleno dos serviços. Destes, 34% são moradores de cidades do Nordeste, 33% estão entre os mais pobres, 39% vivem em periferias e 45% não estão ligados à rede.

Fonte: Saneamento Ambiental



Notícia publicada em 16/08/2009.








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