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Esgoto sem tratamento e poços ilegais ameaçam aquífero

Águas subterrâneas são monitoradas pela Cetesb em poços dos aquíferos Bauru e Serra Geral

Quando se fala em água, é muito comum pensar somente nos reservatórios aquáticos que podem ser vistos, como os rios, os lagos e as lagoas. No entanto, sob os nossos pés, existe também uma fonte enorme e não visível de recursos hídricos, as chamadas águas subterrâneas, responsáveis por abastecer 70% dos moradores na região de Araçatuba. A estimativa da direção da Bacia do Baixo Tietê, formada por 42 cidades, é que, em média, exista um poço perfurado sem autorização para cada 600 habitantes.

Em municípios como Araçatuba, onde há quase 200 mil pessoas, podem haver quase 340 perfurações clandestinas. Na região do Baixo Tietê, o número de poços ilegais ultrapassaria dois mil, entre residências, indústrias, empresas, chácaras e condomínios. No Dia Mundial da Água, celebrado neste sábado (22), engenheiros alertam que a abertura indiscriminada de poços ameaça a saúde humana e a segurança dos mananciais subterrâneas. Quando a escavação é feita sem estudo, pode colocar a água em contato com o solo contaminado e, consequentemente, levar os poluentes para o aquífero.

As águas subterrâneas na região são monitoradas pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), em seis poços dos aquíferos Bauru e Serra Geral e que têm a finalidade de abastecimento público. Estão localizados nos municípios de Andradina, Bilac, Guaraçaí, Murutinga do Sul, Nova Luzitânia e Sud Mennucci. De acordo com portaria do Ministério da Saúde, o teor máximo permitido de nitrato para consumo humano é de dez miligramas por litro. O valor foi ultrapassado em seis amostras coletadas pela Cetesb em poço de Andradina entre 2010 e 2012, com pico de 19 mg/l, além de ter ficado acima do valor de prevenção (5 mg/l) em Murutinga do Sul. Ambos exploram água do aquífero Bauru.

CAUSA
O diretor de Recursos Hídricos do Daee, engenheiro Luiz Otávio Manfré, defende que é preciso identificar e sanar os problemas com os vazamentos de esgotos. Além disso, ressalta que a perfuração dos poços deve seguir um padrão especificado pelo departamento com a proteção sanitária adequada. "Muitas casas possuem poços que são perfurados sem o menor cuidado. As pessoas tomam água contaminada achando que estão bebendo água pura."

Fonte: Sérgio Teixeira, da Folha da Região



Notícia publicada em 25/03/2014.








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