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18 postos de combustíveis na cidade e região são apontados como áreas de contaminação

Na região de Ribeirão Preto, Araraquara é a cidade com maior número de áreas de risco: 18, sendo 16 postos. São Carlos vem logo atrás, com 17 e Ribeirão com 12 áreas contaminadas. Em toda a região somam 84 dessas áreas, três a mais que há seis meses. A Cetesb avalia baseada na situação que havia em novembro de 2009. Além de estar aumentando esse número, essa região caminha no sentido inverso do resto do estado. A atividade de venda de combustíveis passou a exigir licenças ambientais obrigatórias em 2001.

O assistente executivo da Diretoria de Licenciamento e Gestão Ambiental da Cetesb, Eduardo Serpa, explica que os postos representam risco porque armazenam os combustíveis em tanques subterrâneos. Isso dificulta a detecção de vazamentos de produto químico que atinge o solo e o lençol freático. Faz sete meses que expirou o prazo para os postos de combustíveis trocarem ou modernizarem os tanques onde armazenam o produto que alimenta as bombas. As obras nos postos após a data estabelecida pela Cetesb para a troca dos tanques, que expirou em outubro, são autorizadas por meio de pedidos de prorrogação feitos pelos proprietários dos postos. Depois dessa autorização, os donos de postos têm seis meses para finalizar as reformas e esse prazo está terminando.

O objetivo da Cetesb é que até o final de 2010 todos os postos do estado tenham modernizado seus tanques de combustíveis. Antes da mudança dessa legislação os tanques de armazenagens do produto tinham validade de 15 anos. Agora esse prazo diminuiu para cinco anos. O custo para trocar um tanque de combustível com capacidade para três bombas chega a R$ 250 mil, segundo Oswaldo Manaia, diretor regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Estado de São Paulo (Sincopetro).
O fato de 18 postos de combustíveis de Araraquara ainda não terem se adequado à legislação ambiental do estado “não tem relevância, e sim o que está sendo feito”, na opinião do gerente regional da Cetesb, Jorge Guimarães. Segundo ele “a troca dos tanques é apenas uma etapa” e que, nos próximos dias estará inserindo no site da entidade, as informações suficientes para demonstrar o trabalho que vem sendo realizado.

A preocupação maior deveria ser nossa, pois essa é simplesmente a área de recarga do Aquífero Guarani. E todas as ações realizadas para proteger esse manancial perdem o significado se não conseguimos evitar formas tão primárias de contaminação. Atualmente 60% da água consumida em Araraquara é proveniente do Aquífero e foi formada uma Comissão Especial de Estudos de Poços, no intuito de vigiar eventuais contaminações desse manacial.

Fonte: Jornal O Imparcial



Notícia publicada em 12/05/2010.








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