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Consumo triplicado

Alta de 195% em 40 anos Estudo será apresentado hoje à Cetesb e aponta superexploração do Aquífero Guarani na região de RP

Em quarenta anos, o consumo do Aquífero Guarani em Ribeirão Preto aumentou 195%, passando de 45 milhões de metros cúbicos em 1967 para 133 milhões em 2007. A cidade tem indícios de superexploração da reserva. A informação está no estudo do Projeto Aquífero Guarani, que será apresentado hoje na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

De acordo com os resultados do projeto, o nível do aquífero na região baixou cerca de 35 metros desde 1970. Segundo Ricardo Hirata, que é professor da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do documento supervisionado pelo Banco Mundial, os estudos de consumo do aquífero em Ribeirão ainda são recentes, mas, para prevenir a degradação da reserva, as medidas já devem ser tomadas. “Algumas providências, como a restrição da perfuração de poços, podem ajudar na preservação. É um recurso finito, mas, se conseguirmos administrar bem, teremos por muito tempo”, disse.

Ainda de acordo com Hirata, o rebaixamento das águas subterrâneas afeta a retirada de água e pode comprometer o futuro da reserva. “Quando há superexploração, o aquífero pode secar, mas, antes disso, o custo de exploração das águas se eleva, já que a estrutura dos poços precisa ser maior e a energia para retirada da água também.” Segundo o estudo, o consumo diário de água por habitante de Ribeirão é de 350 litros. “É preciso controlar a demanda ou otimizar a produção para desperdiçar menos.”

Para o diretor do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Carlos Alencastre, o rebaixamento do aquífero não é de hoje e as medidas tomadas pelo departamento visam evitar o pior. “Restringimos a perfuração dos poços, além do monitoramento e a cobrança do uso da água.” De acordo com o superintendente do Departamento de Água e Esgoto (Daerp), Tanielson Campos, a conscientização é uma importante ferramenta para conter o desperdício. “Temos projetos de visitas em escolas e empresas para falar sobre o consumo de água, além de programas como o Caça-fraude, já que a ilegalidade também é uma forma de superexplorar o recurso.”

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Aquífero tem boa recarga

De acordo com o estudo que apresenta os resultados do Projeto Guarani, a taxa de recarga do aquífero em Ribeirão é de 250 milímetros por ano. Para o professor da USP Ricardo Hirata, o valor é muito bom para a cidade. “Muitos países gostariam de ter uma taxa como essa”, afirmou. A recarga do aquífero é feita a partir da água da chuva que infiltra no solo e não evapora da superfície. “Há uma alta possibilidade de recarga em Ribeirão, mas os fluxos da água são lentos”, disse Hirata. Para o diretor do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Carlos Alencastre, a recarga no aquífero é melhor do que a expectativa. “A chuva média anual é de 1,5 mil milímetros.”

Fonte: Gazeta de Ribeirão



Notícia publicada em 14/05/2010.








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